IMAGEM: CHATGPT

Há datas que pertencem ao calendário, outras acabam eternizadas na memória.

O 11 de setembro de 2001 é uma delas.

Naquela manhã, eu estava trabalhando em uma emissora de televisão aqui em Uberlândia, quando começaram a chegar as primeiras imagens dos ataques aos Estados Unidos. Estar justamente dentro de uma TV tornou tudo ainda mais estranho. Acompanhávamos os acontecimentos praticamente ao mesmo tempo em que o mundo tentava entender o que estava acontecendo.

Eu me lembro da sensação de incredulidade diante das imagens. Parecia cinema, #SQN.

Vinte e cinco anos se passaram.

O mundo mudou muito depois daquele 11 de setembro. Aeroportos ficaram mais rigorosos, fronteiras ganharam outros significados, guerras vieram, palavras como terrorismo passaram a fazer parte ainda mais do nosso cotidiano. Mas talvez a mudança mais profunda tenha acontecido dentro das pessoas.

Passamos a desconfiar mais.

O medo ganhou espaço. O diferente, muitas vezes, passou a ser visto como ameaça. Religiões, povos e culturas inteiras foram colocados sob suspeita por atitudes de extremistas. E, em nome da segurança, aprendemos também a aceitar controles e vigilâncias que antes talvez nos causassem estranhamento.

É curioso pensar que um ato provocado pelo ódio tenha produzido tanto medo e que esse mesmo medo, tantas vezes, também seja capaz de produzir mais ódio.

Mas aquele dia mostrou outra face do ser humano. Em meio ao horror, vimos gente ajudando gente. Pessoas comuns arriscando a própria vida por desconhecidos. Solidariedade surgindo onde, minutos antes, havia apenas uma rotina qualquer.

Talvez seja essa a reflexão que ainda me acompanha quando chega o 11 de setembro :

Passados 25 anos, evoluímos tecnologicamente de uma maneira que em 2001, talvez nem conseguíssemos imaginar. Estamos mais conectados, sabemos mais depressa o que acontece do outro lado do planeta e carregamos o mundo inteiro na palma da mão.

Mas ainda temos enorme dificuldade para uma coisa aparentemente muito mais simples: conviver com nossas diferenças.

E talvez essa continue sendo, uma das grandes tarefas da humanidade.

Porque prédios podem ser reconstruídos, confiança, tolerância e humanidade levam muito mais tempo.

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